Essa pequena garrafa guarda uma combinação de cepas Grenache e Shiraz. O resultado é um vinho rico, elegante com sabor emadeirado, refinado com especiarias. Macio para os padrões da região francesa do Rhône. Aliás, esse Côntes-Du- Rhône apresenta outro argumento fantástico, um dos melhores custo benefício de sua denominação. A proposta de meia garrafa o torna mais atraente com preço médio de R$ 33,00 (mais taxa de frete). Excelente oportunidade para esses dias mais frios no Acre. Pena que os restaurantes de Rio Branco trabalhem (QUANDO TRABALHAM) com cartas de vinhos tão pobres. Os empresários são reféns de uma ignorância que na maioria das vezes chega no máximo aos completamente sem graça rótulos Santa Helena Reservado e Casillero del Diablo. Tudo bem que nosso clima não ajuda muito para os tintos mas certamente opções melhores de brancos daria para oferecer. Se estamos pensando em uma maior aproximação com o Peru e aproveitar parte do fluxo turístico dessa rota, vai ser preciso melhorar muito os serviços dos restaurantes de Rio Branco e do que é oferecido para clientela. Mas isso é outra história...
Sobre a qualidade dos serviços em culinária, lembro-me que, uma noite (há dois anos mais ou menos),eu e a Alessandra resolvemos comer um peixe. Percorremos quatro restaurantes. Ou estavam fechados ou não aceitavam cartão. Sobre os vinhos, é preciso reconhecer: o Acre não foi abençoado pelos deuses para apreciarmos essa bebida. Aqui é maravilhosamente quente! Exceção feita a essa época do ano quando um toscano cai bem demais.
ResponderExcluirSão três os sentidos que mexem comigo quando bebo um bom vinho (é claro que sou gaiata no assunto, pois tudo que sei é de pequenas leituras e de ouvir falar): Visão, paladar e olfato. É claro que o paladar é fundamental, pois o ato de degustar nos tira do prumo, porque um bom vinho mexe com a alma da gente. Mas o olfato, ah esse é marrrrrrrrrrrrrrravilhoso, assim mesmo como Claude Troigros pronuncia. Quando sentirmos um bom aroma podemos lembrar-nos de situações passadas, pessoas ou lugares que conhecemos, porém às vezes não conseguimos identificar a fragrância que nos trouxe tais recordações. Pode ser, ameixa, framboesa, amora, a madeira utilizada para o envelhecimento, pimenta... são tantas as emoções! Quando bebi ou fiz minha primeira degustação, pensei: “o melhor vivo é aquele que você mais gosta”. E olha que meu primeiro Belleruche foi tomado em uma ocasião tão especial, que gostei demais!!! Rio Branco precisa ter vinhos bons. Bom não é sinal de caro, tem tantos vinhos chilenos, californianos, franceses, espanhois, africanos e a nova safra Brasileira ( que vem melhorando muito) com um custo x beneficio que vale a pena.
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