No Brasil, principalmente no norte e nordeste do País, o nome desse vinho é considerado um palavrão. A associação para as bandas de cá é feita com “mulheres da vida”. Quando menino, ainda lembro do choque dos pais quando ouviam um “seu filho de uma rapariga”! E se fosse de quinta então, nem se fala.
Mas essa garrafa, o nome, o vinho e tudo o que ele representa vem de Portugal. Precisamente da região do Alentejo onde o estudo de cultivo e produção de uvas para vinhos mais cresceu nos últimos anos, estabelecendo uma boa equação entre quantidade e qualidade.
O nome do vinho se refere a uma jovem do campo (quinta seria uma propriedade rural). Mas isso é o que menos importa. Sob a responsabilidade do premiado enólogo Luiz Duarte esse assemblage reúne uvas Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira (típicas do Alentejo) e é verdadeiramente surpreendente. Digo com propriedade pois tive o prazer de degustar uma garrafa em recente visita a uma amigo.
Frutas vermelhas maduras marcam o sabor. O descanso de vários meses em barris de carvalho francês e americano, agrega ao paladar um tom amadeirado sutil. O aroma, em minha modesta opinião,também incorpora madeira com lembrança de um tabaco doce e cacau ou chocolate. Taninos equilibrados e corpo leve e resistente (talvez um pouquinho demais).
O Rapariga da Quinta, é importado pela Épice (www.epice.com.br) e sai ao preço de R$ 32,00 (mais frete). Bom saber que um vinho com essa qualidade, assinado por um respeitado enólogo reúna esse excelente custo benefício. Vale conferir.